quinta-feira, 23 de agosto de 2007

acceptance speech

Há horas em que eu gostaria de ser diferente, e é aí que eu vejo o quanto essa coisa de aceitação é difícil. Aceitar nossos próprios limites, aceitar nossas dificuldades, defeitos, preconceitos, mágoas, raiva, ressentimentos. Aceitar nossa inteligência, aceitar nossas preferências, nossas qualidades, nossa história e nossas origens, nossas diferenças. Entender. Entender é fácil. Aceitar é que é difícil.

Aceitar que um relacionamento não está dando certo, que uma pessoa querida te faz mal, aceitar obrigações, aceitar que - ei, você! o tempo tá passando... - a vida adulta chegou. Aceitar a realidade de pagar as próprias contas, lavar as próprias roupas, almoçar só; não viver se escondendo na sombra de nada ou de ninguém.

Ontem me peguei pensando sobre isso, sobre aceitação. E me bateu uma vontade enorme de escrever... Porque é isso que eu faço, e é isso que me define, ainda que leve e distantemente. E é então que eu vejo o quanto a vida seria muito mais fácil se eu fosse diferente de mim, mais parecida com todo mundo. Se eu gostasse das coisas que todo mundo gosta, se eu tivesse os mesmos planos, os mesmos anseios, as mesmas vontades que as pessoas da minha idade têm.

Mas esse não é o caso, e por mais que uma minúscula parte de mim queira o que todos querem, são os 80% restantes que contam, que me guiam. Essa é a grande parcela que me move. E isso, em alguns momentos, me angustia, me deixa triste. Por que eu sei que, na verdade - por mais que digam o contrário -, há um lugar para cada pessoa nesse mundo. Talvez o meu lugar seja mais longe, mais difícil de achar.

O "todo mundo" em mim parece muito pequeno para o mundo lá fora.

2 comentários:

Anônimo disse...

Liz Marlboro! So, u need buy a Ford Focus:

www.youtube.com/watch?v=cjT45k28H04

elisa disse...

Leo Botafogo!
vc por aqui...
thanks for stopping by.

tem uma outra propaganda de carro que tb é assim... "ninguém entende pq eu escolhi X e não Y..."